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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Kevin Mitnik








- A Arte de Enganar Segurança da Informação -

Recado do Mitnick


A segurança através da obscuridade não tem nenhum efeito para bloquear os ataques da engenharia social. 

Todo sistema de computadores do mundo tem pelo menos um
ser humano que o usa. 

Assim sendo, se o atacante puder manipular as pessoas que
usam os sistemas, a obscuridade do sistema é irrelevante.



Kevin Mitnik









Jargão

A SEGURANÇA ATRAVÉS DA OBSCURIDADE Um método eficaz de segurança de
computadores que mantém em segredo os detalhes de como funciona o sistema (protocolos,
algoritmos e sistemas internos). A segurança através da obscuridade baseia-se
na falsa suposição de que ninguém que esteja fora de um grupo de pessoas de confiança
poderá enganar o sistema.



domingo, 24 de maio de 2015

Kevin Mitnik







Jargão


SEGURANÇA SPEAKEASY 

A segurança que depende do conhecimento do lugar onde estão as informações desejadas e do uso de uma palavra ou nome para acessar aquelas informações ou um sistema de computador,









sexta-feira, 8 de maio de 2015

Recado do Mitnick






A grande maioria dos empregados que são transferidos, demitidos ou rebaixados nunca causa problemas. Mesmo assim é preciso apenas um deles para fazer uma empresa
perceber tarde demais as medidas que poderiam ser tomadas para evitar o desastre.

A experiência e as estatísticas têm mostrado claramente que a maior ameaça para a empresa vem de dentro. São as pessoas que estão dentro que têm um conhecimento
grande do lugar onde ficam as informações valiosas e de onde a empresa pode ser atingida para causar o maior dano.




Kevin Mitnik - A Arte de Enganar Segurança da Informação -





Jargão

SEGURANÇA SUAVE (Candy Security) 
Um termo criado por Bellovin e Cheswick da Bell Labs para descrever um cenário de segurança no qual o perímetro externo (tal como um firewall) é forte, mas a infra-estrutura é fraca. 

O termo refere-se ao confeito, que tem uma casca externa dura e um centro mole.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Espaço livre para hackers





Espaço livre para hackers



CÍNTIA WARMLING Leitura de 4 minutos
Em: Iniciativas disruptivas


Para os Matehackers, a tecnologia está aí para nos servir, e podemos aprender a fazer isso. É o que acontece nesse hackerspace. Apesar do nome lembrar algo específico para quem possui conhecimentos avançados em informática, o Matehackers de Porto Alegre propõe um espaço de troca de conhecimento e incentivo a projetos criativos disponível para qualquer pessoa. Mais do que um local de desenvolvimento de projetos tecnológicos, o local desenvolve oficinas e recebe qualquer um interessado em integrar o grupo.
matehackers2


Hackerspaces são lugares físicos onde pessoas com interesse em tecnologia se reúnem para trocar conhecimento.

A ideia começou há quatro anos, quando o estudante alemão Raphael Reklats fazia intercâmbio em Porto Alegre. Ele participava de um hackerspace em Berlim, e foi surgindo a vontade de montar um espaço semelhante na capital gaúcha. Como o nome já revela (space significa espaço em inglês) um hackerspace é um lugar físico onde é possível desenvolver projetos principalmente relacionados com tecnologia. É um local que oferece, além de ferramentas, a troca entre os participantes. Segundo Joel Grigolo, que participa do grupo há dois anos, o Matehackers conta hoje com cerca de 200 participantes, ainda que nunca tenha se reunido todos. A formação dos integrantes é variada, desde pessoas ligadas à informática e engenharia da computação à sociólogos, historiadores, e mesmo pessoas sem formação superior. A idade também varia de 17 a 50 anos, para participar basta ter vontade. “Todo mundo é Matehacker, só não sabe que é ainda” afirma Joel.

matehackers4Um dos projetos desenvolvidos no espaço envolveu o resgate de computadores antigos e a reforma desses aparelhos. Em 2013, um dos membros foi procurado por uma empresa, nela havia uma quantidade enorme de computadores que não eram mais utilizados. Os aparelhos foram analisados e restaurados no hackerspace e posteriormente doados a uma aldeia indígena em Viamão. “Foram cerca de dez computadores que a gente espera que se transformem em ferramentas de inclusão” explica Joel. Também foram doados aparelhos a orfanatos e projetos sociais vinculados à empresa. Ainda assim sobraram vários computadores usados. O Matehackers quer agora reformular o projeto e não apenas doar, mas também acompanhar como os aparelhos estão sendo utilizados.

O papel social do Matehackers vai além da doação de aparelhos restaurados; eles querem dar suporte aos usuários que recebem as doações.

Outro trabalho realizado dentro do Matehackers foi o desenvolvimento de um site, através de dados da prefeitura de Porto Alegre, mapeando todos os locais de coleta de resíduos que não podem ser descartados junto com o lixo comum, como óleo de cozinha, pilhas, eletrônicos e até colchões e latas de tinta. É só acessar o site, digitar o tipo de dejeto e localizar onde é o ponto de coleta mais próximo.

matehackers3Joel também explica que o Matehackers defende como o conhecimento é um direito básico da sociedade. “Para nós todo e qualquer conhecimento deveria ser livremente disseminado. O acesso ao conhecimento deveria ser universal”, explica. Isso inclui o conhecimento sobre tecnologia e aparelhos. Atualmente os consumidores devem se adaptar a um eletrônico que compra, quando deveria ser o contrário, o produto adaptar-se ao usuário. O grupo oferece oficinas gratuitas que ensinam como desenvolver e adaptar esses dispositivos e mesmo desenvolvê-los para diversos fins.

Para o pessoal do Matehackers, conhecimento é um direito básico da sociedade.

Entre tantos projetos realizados o único do qual participam todos é o principal de um hackerspace: o espaço físico em que ele se localiza. Recentemente o Matehackers se mudou de um prédio comercial para o Vila Flores, um local em reforma cuja proposta é ser um centro de cultura, educação e negócios criativos. Como explica Joel, além da sala ser maior, a vizinhança no novo espaço tem propostas muito mais semelhantes o que o antigo local. O Matehackers não tem fins lucrativos, e o aluguel do local é pago através de doações dos próprios membros e algumas oficinas, ainda que eles também ofereçam diversas oficinas gratuitas.

Fotos: Cíntia Warmling

Publicado em 3.03.2015
Cíntia WarmlingCOMPARTILHE
     
Cíntia Warmling
Cíntia Warmling
Jornalista, apaixonada por fotografia, dança, arte e teatro. Um apetite imenso por muita coisa (principalmente chocolate). Tenho essa mania de querer aprender tudo que puder sobre todas as coisas que conseguir. Viajante, com os pés e olhos abertos ou só com os olhos fechados. Tento me guiar por sonhos gigantes, expectativas moderadas e necessidades pequenas.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Personalidades:





John Draper

John T. Draper é um hacker americano. Ele introduziu o conceito de phreaker, ao conseguir fazer ligações gratuitas utilizando um apito de plástico que vinha de brinde em uma caixa de cereais,

Nascimento: 1943, Estados Unidos

-A Arte de Enganar Segurança da Informação-



Recado do Mitnick


Se um estranho lhe fizer um favor e depois pedir outro em troca, não faça nada sem
antes pensar cuidadosamente naquilo que ele está pedindo

terça-feira, 23 de setembro de 2014

A Arte de Enganar Segurança da Informação: A QUEDA DA REDE




Trecho completo do Livro um modo inteligente de instalar um vírus:


 A QUEDA DA REDE


Dia/Hora: Segunda-feira, 12 de fevereiro, 15h25.
Local: Escritórios da Estaleiros Starboard
A primeira ligação: Tom DeLay Tom DeLay, Contabilidade."

"Olá, Tom, aqui é Eddie Martin do Help Desk.

Estamos tentando solucionar um problema de rede de um computador. Você sabe se alguém do seu grupo vêm tendo problemas para permanecer conectado?"

"Hum, não que eu saiba."
"E você não está tendo problemas?"
"Não, tudo parece bem."
"Bem, isso é bom. Ouça, estamos ligando para as pessoas que podem ser afetadas, por isso é Importante que você nos informe imediatamente se perder a sua conexão de rede." "Isso não parece bom.

Você acha que pode acontecer?"

"Esperamos que não, mas você liga se acontecer alguma coisa, certo?"

"Pode acreditar que sim."
"Ouça, parece que ficar sem a conexão de rede é problema para você..."
"Pode apostar que seria."
"...então enquanto estamos falando disso, vou dar o número do meu telefone celular. Se precisar, você pode ligar direto para mim."

"Isso seria ótimo." "O número é 555-867-5309." "555-867-5309. Entendi, obrigado. Qual é mesmo o seu nome?"

"É Eddie."

Mais uma coisa, preciso verificar o número de porta ao qual o seu computador está conectado.

Dê uma olhada no seu computador e veja se há uma etiqueta em algum lugar dizendo algo como 'Número de porta'."

"Espere um pouco... Não. não vejo nada parecido."
"OK, então na parte de trás do computador você consegue reconhecer o cabo de rede?"
"Sim." "Veja onde ele está ligado.


Veja se há uma etiqueta no conector ao qual ele está ligado." "Espere um pouco.

Sim, espere aí, tenho de me ajoelhar para chegar mais perto e ler, Muito bem, é a porta 6 traço 47."

"Bom, é isso o que tínhamos, só queria ter certeza"

 A segunda ligação: o cara de TI Dois dias depois, uma ligação foi recebida no Centro de Operações de Rede da mesma empresa.

"Olá, aqui é Bob. Trabalho na Contabilidade do escritório de Tom DeLay. Estamos tentando solucionar um problema de cabo.

Preciso desativar a Porta 6-47." O rapaz de TI disse que isso seria feito em alguns minutos e pediu que eles avisassem quando poderiam ativar novamente a porta.

A terceira ligação: conseguindo ajuda do inimigo Cerca de uma hora mais tarde, o suposto Eddie Martin estava fazendo compras na Circuit City quando seu telefone celular tocou. Ele verificou o número que estava ligando, viu que a chamada tinha sido feita do estaleiro e correu para um lugar tranqüilo antes de atender. "Serviço ao Cliente. Eddie."

"Olá, Eddie.

Estou ouvindo um eco, onde você está?"

'Estou em um gabinete de cabos. Quem está falando?"

"Aqui é Tom DeLay. Rapaz, estou feliz em falar com você. Talvez se lembre de mim, você me ligou outro dia. A minha conexão de rede acabou de cair como você disse que aconteceria e estou meio em pânico aqui."

"É, temos um monte de gente assim agora. Até o final do dia tudo estará resolvido. Tudo bem?"

"NÃO! Droga, vou me atrasar muito se tiver de esperar tanto.

Qual é o melhor prazo que você tem para mim?"

"Qual é a sua urgência?"

"Posso fazer outras coisas agora. Há alguma chance de você consertar isso em meia hora?"

"MEIA HORA! Você não está querendo muito?

Bem, vejamos, vou parar o que estou fazendo e ver se consigo resolver isso para você."

"Olha, obrigado mesmo, Eddie."

A quarta ligação: você conseguiu! Quarenta e cinco minutos depois...


Tom? Aqui é o Eddie. Tente se conectar na rede agora.".
Após alguns momentos:

"Ah, que bom está funcionando. Isso é ótimo."

"Bom, estou feliz que consegui cuidai disso para você."

"Sim, muito obrigado."

"Ouça. se quiser ter certeza de que a sua conexão não vai cair novamente, você precisa executar alguns softwares. Isso só vai levar uns minutos."

"Mas agora não é uma hora boa."

"Entendo... Mas isso poderia evitar grandes dores de cabeça para nós dois da próxima vez que esse problema de rede acontecesse de novo."

"Bom... se são apenas alguns minutos."

"Faça o seguinte..." Eddie instruiu Tom para fazer o download de um pequeno aplicativo de um site Web.

Após o programa ser carregado. Eddie disse a Tom para clicar duas vezes nele. Ele tentou, mas disse: "Não está funcionando. Não está acontecendo nada."

"Ah. que pena. Deve haver algo de errado com o programa. Vamos nos livrar dele. podemos tentar novamente outra hora."

E instruiu Tom para excluir o programa de modo que ele não pudesse ser recuperado. Tempo total decorrido: doze minutos.

A história do atacante:

Bobby Wallace sempre achou que era uma piada quando ele pegava um bom trabalho como esse e seu cliente evitava responder a pergunta que ninguém fazia, mas que era óbvia: por que eles queriam as informações.

Neste caso, ele só podia imaginar dois motivos.

Talvez eles representassem alguma organização que estava interessada em comprar a empresa-alvo, a Starboard, e quisessem saber exatamente qual era a sua situação financeira — particularmente
todas aquelas coisas que o alvo poderia querer esconder do comprador em potencial.


Ou talvez eles representassem investidores que achavam que havia algo de estranho no modo como o dinheiro estava sendo tratado e queriam descobrir se algum executivo poderia ser pego com "a mão na botija".

E talvez o seu cliente também não quisesse lhe dizer o verdadeiro motivo, porque se Bobby soubesse como as informações eram valiosas, ele provavelmente iria querer mais dinheiro para fazer o trabalho.

Existem várias maneiras de invadir os arquivos mais secretos de uma empresa.

Bobby passou alguns dias pensando nas opções e fazendo algumas verificações antes de resolver que plano iria usar.

Ele optou por um que pedia uma abordagem de que gostava muito, na qual o alvo é definido para pedir ajuda ao atacante.

Para os iniciantes, Bobby escolheu um telefone celular pré-pago de US$ 39,95, em uma loja de conveniência. Ele fez uma ligação para o homem que havia sido escolhido como seu alvo, fingiu ser do help desk da empresa e organizou as coisas para que o homem ligasse para o telefone celular de Bobby a qualquer momento que houvesse um problema com a sua conexão de rede.





 Ele deu uma pausa de dois dias para não parecer tão óbvio e, em seguida, ligou para o centro de operações de rede da empresa (NOC).






Ele disse que estava solucionando um problema para Tom, o alvo, e pediu que a conexão de rede de Tom fosse desligada.

Bobby sabia que essa era a parte mais complicada de todo o plano — em muitas empresas, o pessoal do help desk trabalha junto com o NOC; na verdade, ele sabia que o help desk geralmente faz parte da organização de TI.

Mas o indiferente rapaz do NOC com quem ele falou tratou a ligação como rotina, não pediu o nome do funcionário que deveria estar trabalhando no problema de rede e concordou em desativar a porta de rede do alvo.

Quando tudo estava pronto. Tom estaria totalmente isolado da intranet da empresa, incapaz de recuperar arquivos do servidor, de trocar arquivos com seus colegas, de fazer o download das suas mensagens de correio eletrônico ou mesmo de enviar uma página de dados para a impressora.

No mundo de hoje, isso é como morar em uma caverna.

Como Bobby esperava, não demorou muito para o seu celular tocar.

E claro que ele deu a impressão de estar disposto a ajudar esse pobre "colega de trabalho" com problemas. Em seguida, ligou para o NOC e fez com que a conexão de rede do homem voltasse.

Finalmente, ele ligou para o homem e manipulou a sua credulidade mais uma vez, desta vez fazendo-o sentir-se culpado por dizer não depois que Bobby lhe havia prestado um favor.

Tom concordou com a solicitação de descarregar um software no seu computador.


Aquilo com o qual ele concordou não era o que parecia. O software que Tom descarregou como algo que evitaria que a sua conexão fosse desligada era. na verdade, um Cavalo de Tróia, um aplicativo de software que fez no computador de Tom aquilo que a fraude original havia feito para os troianos: ele trouxe o inimigo para dentro do campo de batalha.

 Tom relatou que nada havia acontecido quando clicou duas vezes no ícone do software; o fato era que, por projeto, ele não veria nada acontecendo, embora o pequeno aplicativo estivesse instalando um programa secreto que permitiria ao inimigo infiltrado ocultar o acesso ao computador de Tom.

Com o software em execução, Bobby leve o controle completo do computador de Tom através de uma aplicação-cliente repleta de shells de comandos remotos.


Quando Bobby acessava o computador de Tom, ele podia procurar os arquivos da contabilidade que lhe interessavam e podia copiá-los.

Em seguida, quando quisesse, ele poderia examiná-los para obter as informações que dariam a seus clientes aquilo que eles estavam procurando.

E isso não era tudo. Ele poderia voltar a qualquer momento para pesquisar as mensagens de correio eletrônico e os memorandos particulares dos executivos da empresa, poderia executar uma pesquisa de texto com as palavras que revelariam partes interessantes da informação.


Naquela noite, depois de enganar o seu alvo para que ele instalasse um Cavalo de Tróia, Bobby jogou o telefone celular em uma lata de lixo.

Obviamente, ele teve o cuidado de limpar primeiro a memória e tirar a bateria — a última coisa que ele queria era que alguém ligasse para o número do celular por engano e fizesse o telefone tocar!

Analisando a trapaça 


O atacante cria uma teia para convencer o alvo de que ele tem um problema que na verdade não existe ou, como neste caso, de um problema que ainda não aconteceu, mas que o atacante sabe que acontecerá porque ele vai causá-lo.

Em seguida, ele se apresenta como a pessoa que pode fornecer a solução.

O cenário desse tipo de ataque é particularmente suculento para o atacante.

Devido à semente plantada com antecedência, quando o alvo descobre que tem um problema, ele mesmo faz a ligação telefônica para implorar ajuda.

O atacante só tem de se sentar e esperar que o telefone toque, uma tática conhecida na área como engenharia social inversa.

Um atacante que consegue fazer o alvo ligar para ele ganha credibilidade constante.

Se eu fizer uma ligação para alguém que acho que trabalha no help desk, não vou começar a pedir que ele prove a sua identidade.

É nesse ponto que o atacante sabe que conseguiu.

Em um golpe como esse, o engenheiro social tenta escolher um alvo que tenha conhecimentos limitados de computadores.

Quanto mais ele souber, maiores as chances de ele suspeitar ou descobrir que está sendo manipulado.

Aquele que às vezes chamo de funcionário com um desafio de computador, que tem menos conhecimento da tecnologia e dos procedimentos, tem mais chances de colaborar.

Ele tem mais chances de cair em uma armadilha do tipo "Basta fazer o download de um programa pequeno" porque não tem a menor ideia do dano em potencial que um programa de computador pode causar Alem disso, há uma chance bem menor de que ele entenda o valor das informações que estão na rede de computadores que ele está colocando em risco.


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

-A Arte de Enganar Segurança da Informação-


EVITANDO A TRAPAÇA
Um ponto a ser incluído no seu treinamento de segurança: só porque um interlocutor ou visitante
conhece os nomes de algumas pessoas da empresa ou conhece alguns jargões ou procedimentos
corporativos, isso não quer dizer que ele é quem alega ser E isso definitivamente não o estabelece
como alguém que está autorizado a receber informações internas, nem acessar o seu sistema ou rede
de computadores.
O treinamento em segurança precisa enfatizar que quando estiver em dúvida, você precisa verificar,
verificar e verificar,
Nos tempos antigos, o acesso às informações dentro de uma empresa era uma marca de prestígio
e privilégio. Os empregados abasteciam os fornos, faziam as máquinas funcionar, datilografavam as
cartas e preenchiam relatórios. O encarregado ou chefe lhes dizia o que fazer, quando e como. Era o
encarregado ou chefe que sabia quantos parafusos cada empregado deveria produzir em cada turno,
o número, as cores e os tamanhos que a fábrica precisava produzir nesta semana, na próxima e no
final do mês.
Os empregados lidavam com as máquinas, ferramentas e materiais e os chefes lidavam com
as informações. Os empregados só precisavam saber das informações que eram específicas de suas
funções.
O quadro hoje é um pouco diferente, não é? Muitos trabalhadores em fábricas usam computadores
ou máquinas computadorizadas. Para uma grande parte da força de trabalho, as informações
críticas são colocadas nos desktops dos usuários para que eles possam cumprir a sua responsabilidade
e fazer seu trabalho. No ambiente de hoje, quase tudo o que os empregados fazem envolve o tratamento
das informações.
Por esse motivo a política de segurança de uma empresa precisa ser estendida a toda a empresa,
independentemente da posição. Todos devem entender que não são apenas os executivos e os chefes
que tem as informações que um atacante pode estar procurando. Hoje em dia, os empregados de todos
os níveis, até mesmo aqueles que não usam um computador, podem ser os alvos. O representante
recém-contratado do grupo de serviço ao cliente pode ser o elo mais fraco que um engenheiro social
quebra para atingir o seu objetivo.
O treinamento em segurança e as políticas corporativas de segurança precisam fortalecer esse elo.


Kevin Mitnik

terça-feira, 16 de setembro de 2014

- A Arte de Enganar Segurança da Informação -

Recado do Mitnick

Nunca ache que os ataques da engenharia social precisem ter mentiras elaboradas tão
complexas que provavelmente serão reconhecidas antes de serem concluídas. Alguns
são ataques diretos, rápidos e muito simples, os quais nada mais são do que... bem.

simplesmente pedir as informações.